domingo, 19 de setembro de 2010

Não lhe conheço, tão pouco sei quem és. Idealizei você. Procurei você. Sonhei com você. Imaginei o tom de voz. O novo corte de cabelo. A altura incompatível. A mãe jovem. O pai amigo. A família diferente. Os amigos da rua e do cursinho. A futura faculdade desnecessária. O emprego novo. A falta de tempo que ele porventura ou por ventura, trouxe. Diferença alguma. Resultado final, igual. Carta guardada na agenda. Históricos salvos e na carência por palavras, lidos e relidos. Músicas marcadas, interpretadas e cantaroladas. Pra mim. Por mim. Um cupido procurando a hora certa de soltar a flecha. Na direção de que ainda, não sei qual é. Perto ou longe demais. Uma prisão a distância. Sem como negar o fato da vida continuar. Bem. Normal. Livre numa solidão a dois. Sem dramas. Realidade estranha de ser dita. Escrita. Você vive sua vida. Acredito, eu. Como, porém, não me é informado. E também, não convém. Você que de fato poderia viver na minha, parece não fazer caso. Tudo bem. Idealizo fácil o que não está no meu alcançe. O que não faz de ti, um sonho. Apenas, um mistério. Alguma dica pra desvendar? Espero. Não sei se tenho tempo.

4 comentários:

  1. Tão bom sonhar com aquilo ou alguem que não sabemos quem é!

    ResponderExcluir
  2. Ah, obrigada querida por ter retribuido a visita,
    tenha uma ótima quinta-feira, bjs!

    ResponderExcluir
  3. A gente sonha, e às vezes, sem se dar conta a realidade se desenha com alguns desígnios do destino à nossa frente. That's the truth!
    Belo post, guria.
    Beijoca!

    ResponderExcluir