Semana com um nada típico feriado no meio.. e a ansiedade batendo na porta. Mas o referencial não é ele. É o de sempre. Não adianta vir me dizer que pensamento positivo atrai bons ventos, porque eles voam pra longe de mim. Há um bom, digo nada bom, tempo. Eu penso, finjo que esqueço e lembro. Ah Esperança, sabia que quem não espera nada não se decepciona facilmente?
O calendário perturba. A correria do dia-a-dia não interfere. A chuva que ameaça, e por vezes cai, não acalma. Nem o chá quentinho antes de dormir, de camomila, nem ele. Como eu faço pra entender o que eu também não entendo? De onde saí essa angustia sem motivo real? Em cada trimestre, um dia. É como se eu fosse virar uma borboleta. Tivesse oportunidade de não ocupar ninguém, nem por um segundo. O gosto de liberdade que eu desconheço. Talvez não seje a última semana de ansiedade. Não será. Mas, novos motivos para anseios, por favor. Já não tenho como explicar, não há o que explicar. Quero poder dizer que estou contando os dias para um encontro ou um reencontro. Ou, o que vier.
Bom, Esperança, eu tenho um problema, quando eu te tenho em quantidade eu quero te ter em necessidade. Prezo pela sua existência, mas procuro evitar a forma que deseja me iludir. E bem, peço, já que anda me cutucando tanto, que não se afaste de mim ainda que eu me afaste de você.
Definitivamente, eu nunca acreditei nisso de pensamento positivo, também - aconteceu, ponto, não venha dizer que foi porque não fiz pensamento otimista. Mas, ah, pensar sobre esperança, fé e consequências nos deixa tão malucos que nem vale a pena a tentativa.
ResponderExcluirNo mais, achei o texto lindo... ''Prezo pela sua existência, mas procuro evitar a forma que deseja me iludir. E bem, peço, já que anda me cutucando tanto, que não se afaste de mim ainda que eu me afaste de você. '' Amei essa partezinha, extremamente fofa *-*
Beijos.