Pai, hoje é mais um dia teu. Ariano como eu. Caçula da família como eu. Gremista como eu e agora, motorista como eu. Tá, eu sei que na ordem dos fatores, eu que sou como tu. A fruta não cai longe do pé, mesmo. E tal pai, tal filha tá valendo também.
Não ia escrever nada no teu aniversário esse ano, porque por alguma razão não escrevi nada no aniversário da mãe. Mas é inevitável não dizer nada, depois de presenciar o quanto tu é querido, não só por mim e pela mana e pela mãe. Como de costume e família, tem teu churrasco bom hoje e quem não poderá comparecer já veio te cumprimentar pela data. Pai, não tem como não morrer de orgulho pela pessoa que tu é e me ensinou a ser. E eu não vou prolongar isso, só para deixar registrado que sim: tem muita gente que se importa e te quer bem e eu sou a primeira. Feliz aniversário, Pai! Eu te amo!
Uma bobagem, uma irrelevância..
diante da eternidade, do amor de quem se ama.
sábado, 30 de março de 2013
domingo, 24 de fevereiro de 2013
Preciso escrever sobre. É uma questão de pôr um ponto final. Sempre deu certo. Li por aí, "supere o vício de falar a respeito". E é isso. Vício, costume, hábito, prática, rotina. Eu sei o que é, só não sei o que fazer sobre.
Tanta gente. Tanta coisa. Tanto tempo. Já tinha passado pela gente. E tinha que voltar. Eu tinha que ajudar a te fazer voltar. Chorar. Relembrar. Lembrar. Sentir que nada mudou, mas tudo mudou. Ou ainda, eu que esqueci de deixar tu ir de fato. Antes, não te via em lugar nenhum. Agora, caso eu olhe para o lado, tu provavelmente estará passando. Rindo ou com aquela cara que tu faz pra tirar foto. Um semi biquinho. É o teu costume, o meu é não conseguir abrir mão - de algo que não é meu - enquanto não surgir alguém para ocupar a vaga que no momento é tua. E que pode deixar de ser a qualquer instante, do mesmo jeito que ocorreu quando nos encontramos, que aliás e ironicamente, mal sabemos como. A minha vodka com energético, e a tua cerveja devem explicar.
Tu, que se auto define como louco, cafajeste e não vê a real: isso é, na verdade, o que tu queria ser. Com essa pose de sou o cara e com atitude de sou o cara infantil bem resolvido que não sente falta de ninguém, não sente nada por ninguém. E eu choro, como se acreditasse no que tu diz ser. Choro porque, me acostumei com uma pessoa que além de não ter nada a ver comigo, não se acostumou comigo. Choro ainda, porque me importo, porque me atinge, porque bebo e digo o que não falo em sã consciência. E não é no teu ombro que isso vai ter fim, como não teve. Não é falando sobre, pensando sobre. Mas que seja, escrevendo sobre. Seja. Outra pessoa, outro lugar, outro momento. E que, sobretudo, tu seja, um dia, alguém que eu lembre como mais um que, ops, passou na minha vida mas não ficou.
Tanta gente. Tanta coisa. Tanto tempo. Já tinha passado pela gente. E tinha que voltar. Eu tinha que ajudar a te fazer voltar. Chorar. Relembrar. Lembrar. Sentir que nada mudou, mas tudo mudou. Ou ainda, eu que esqueci de deixar tu ir de fato. Antes, não te via em lugar nenhum. Agora, caso eu olhe para o lado, tu provavelmente estará passando. Rindo ou com aquela cara que tu faz pra tirar foto. Um semi biquinho. É o teu costume, o meu é não conseguir abrir mão - de algo que não é meu - enquanto não surgir alguém para ocupar a vaga que no momento é tua. E que pode deixar de ser a qualquer instante, do mesmo jeito que ocorreu quando nos encontramos, que aliás e ironicamente, mal sabemos como. A minha vodka com energético, e a tua cerveja devem explicar.
Tu, que se auto define como louco, cafajeste e não vê a real: isso é, na verdade, o que tu queria ser. Com essa pose de sou o cara e com atitude de sou o cara infantil bem resolvido que não sente falta de ninguém, não sente nada por ninguém. E eu choro, como se acreditasse no que tu diz ser. Choro porque, me acostumei com uma pessoa que além de não ter nada a ver comigo, não se acostumou comigo. Choro ainda, porque me importo, porque me atinge, porque bebo e digo o que não falo em sã consciência. E não é no teu ombro que isso vai ter fim, como não teve. Não é falando sobre, pensando sobre. Mas que seja, escrevendo sobre. Seja. Outra pessoa, outro lugar, outro momento. E que, sobretudo, tu seja, um dia, alguém que eu lembre como mais um que, ops, passou na minha vida mas não ficou.
sábado, 18 de agosto de 2012
O que fica entre o sumir e aparecer. Ou vice-versa.
Ninguém quer magoar ou ser magoado. Ninguém quer se envolver, se entregar para algo ou alguém que não tenha a mesma intenção. Ok, até aqui. Pode repetir isso na minha cara, de novo. Não quero te magoar. E quem disse que eu não quero ser magoada? Sim, se for para não sentir nada e/ou viver a vida como se não existisse sentimento. Eu aceito ser magoada. Ah, desculpa. Não tenho nada para aceitar. Só esse desaparecimento e surgimento do nada. Mas me diz, não fica nada por aí? Aqui, olha só: fica e muito. Sentimento, é ele.
sábado, 24 de dezembro de 2011
Mamãe pediu. Como se eu fosse a guriazinha que eu nem cheguei a ser. Criança. Aquela que manda cartinha pro Papai Noel e acredita que tudo será realizado. Tudo bem, lá vai. Te lembrei do presente mais simples que eu peço todo ano. Aquele que eu escrevo tudo que eu quero\fiz\sinto até a metade do ano. É de praxe. Esqueço. Agenda, mãe. Como é pra ser material, continuarei. Tenho cabelo liso e castanho claro. Agradeço a tua genética, mãe. Não necessito de chapinha mas ficaria feliz com um baby liss. Quero mudar durante o próximo ano, Papai Noel. A aparência, também. O senhor sabe, não sou essa pessoa consumista. Necessito só levar meu humor, meu eu. Por agora, não vejo outra saída.
(Textinho escrito no natal de 2010, como achei perdido por aqui, achei válido. Porém, já ganhei o que "pedi" ano passado. hehe)
Fica aqui, o meu desejo de que o natal não seja só feito de consumo e sim, de família unida. Um abençoado natal!
(Textinho escrito no natal de 2010, como achei perdido por aqui, achei válido. Porém, já ganhei o que "pedi" ano passado. hehe)
Fica aqui, o meu desejo de que o natal não seja só feito de consumo e sim, de família unida. Um abençoado natal!
terça-feira, 11 de outubro de 2011
Pode acreditar, também sou corajosa e possuo seguranças, porque afinal, fiz a minha parte. Precisei desabar em quem de certa forma não me conhece, para perceber o que me fez parar no tempo. Por mais ingênuo, pequeno, miúdo e talvez, insignificante. Para quem vê, opina, julga e óbvio, não sente. Eu sinto. Sinto muito (em tom de lamento). Quanta vida martelando algo que, por maior que seja a força atribuída a ele não vai abrir nem um espacinho para um prego. Esse prego aqui, que bateu na porta.
Libertação. Foi isso. De quem disse o que queria e perdoou sem que o mesmo fosse solicitado. É, requerer sentimentos não faz parte do meu mundo. Guardar outros, também não. Continuaremos assim, sem uma - real - relação. Não há solução, quando não há mais nenhum problema.
Sou grata pelas pessoas que me trouxeram até aqui. Fizeste parte disso, mas eu não vi. E olha, se contar quantas vezes pensei e desejei olhar para o lado e ser, neta. Lembranças dos que se foram, eu - infelizmente - não tenho e a que eu poderia ter... bem, eu não sei ser neta.
Não posso exigir o amor de ninguém, já disse William Shakespeare. E, posso sim, fazer a minha parte. Fiz. O resto, a vida diz.
quarta-feira, 20 de julho de 2011
Olha aí, mais um personagem sem história. Mas com toda a função feita, na cabeça. Vai me conhecer sorrindo. Observa, vê passar e volta. Só pra retribuir o sorriso. Bonitinho. Vai dizer o que quero ouvir, em silêncio. Voltará a caminhar. Mais tarde vai pensar no meu nome, que por acaso, nem sabe. Ligará só pra ouvir minha voz. Como se ela não ficasse um pouco tensa só com o toque do telefone. Descobrirá que o número já não existe mais. E vai deixar pra amanhã. Começar hoje, porque? Amanhã é tão perto. Tolo. Mal sabe tudo o que passou e se misturou nesses pensamentos controlados. Já está quase casado e vai deixar pra amanhã. Lindinho. Você, mesmo. Me ajuda vai. Só preciso de um empurrãozinho pra aprender a começar. Não em pensamento. Na vida, aquela real. Juro que continuarei sendo essa boa menina. Mas, escuta: a tua menina. Aquela na qual você foi selecionado pra ser mais que figurante, mas papel principal... Ah, deixa pra depois. Sente só uma coisinha relevante, hoje é você. Amanhã pode ser o seu vizinho, seu amigo e porque não, o seu irmão. Aproveita, menino. E ajuda essa menina aqui a começar, continuar e.. compartilhar. Viver a rotina um do outro, junto. Ligar sem saber o número. Perguntar sem saber o que. Amar sem entender porque. Rir de tudo. Chorar por quase nada. Brigar por orgulho. Querer o mundo e conquistar você. Sem você saber, é claro. Já posso começar?
sábado, 14 de maio de 2011
"Há tanta coisa no meu destino que não posso controlar, mas outras coisas estão, sim, sob minha jurisdição. Existem determinados bilhetes de loteria que posso comprar, aumentando, assim, minhas chances de encontrar satisfação. Posso decidir como gasto meu tempo, com quem interajo, com quem compartilho meu corpo, minha vida, meu dinheiro e minha energia. Posso decidir o que como, o que leio e o que estudo. Posso escolher como vou encarar as circunstâncis desafortunadas da minha vida - se as verei como maldições ou como oportunidades (e, quando não tiver forças para adotar o ponto de vista otimista, porque estou sentindo pena demais de mim mesma, posso decidir continuar tentando mudar minha atitude). Posso escolher minhas palavras e o tom de voz com que falo com os outros. E, acima de tudo, posso escolher meus pensamentos."
Elizabeth Gilbert em Comer, Rezar, Amar.
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